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Considera-se
que Von Ehrenfels, filósofo vienense de fins do séc
XIX foi o precursor da psicologia da gestalt. O movimento
gestáltico surgiu no período compreendido
entre 1930 e 1940, e tem como expoentes máximos:
Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Kôhler (1887-1967),
Kurt Koffka (1886- 1.941) e Kurt Goldstein (1.878-1.965).
A Psicologia da gestalt afirma que as partes nunca podem
proporcionar uma real compreensão do todo. O todo
é diferente da soma das partes, mas a psicologia
acadêmica da gestalt ocupou-se predominantemente com
as forças externas.
De acordo com a gestalt,
a arte se funda no princípio da pregnância
da forma. O importante é perceber a forma po ela
mesma; vê-la como "todos" estruturados,
resultados de relações.
A gestalt após
sistemáticas pesquisas, apresenta uma teoria nova
sobre o fenômeno da Percepção. Segundo
esta teoria o que acontece no cérebro não
é idêntico ao que acontece na retina. A exitação
cerebral não se dá por pontos isolados, mas
por extensão. A primeira sensação já
é de forma, já é global e unificada.
O postulado da gestalt
no que se refere as relações psicofisiológicas
pode ser definido como: todo processo consciente, toda forma
psicológicamente percebida, está estreitamente
relacionada com as forças integradoras do processo
fisiológico cerebral. A hipótese da gestalt
para explicar a origem dessas forças integradoras,
é atribuir ao sistema nervoso central, um dinamismo
auto-regulador que, à procura de sua própria
estabilidade, tende a organizar as formas em todos coerentes
e unificados.
Essas organizações,
originárias da estrutura cerebral, são espontâneas,
independente da nossa vontade. Na realidade a Psicologia
da Gestalt não tentou integrar os fatos da motivação
com os fatos da percepção e esta foi a grande
contribuição de Frederick Perls e que deu
origem a Gestalt-terapia.
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